Hibernando

Estou um pouco lento na atualização do 11Pixels. Muitos compromissos e pouco tempo são os culpados por esse lapso. Mas tenho atualizado com um pouco mais de freqüência o meu registro de tombos, a minha lista de links e meu outro blog, o bruxismo. Logo que eu estiver mais folgado (talvez ainda este ano) volto a publicar no 11pixels.

O que é um CMS?

Costumo falar com freqüência sobre os CMSs no 11pixels, mas muitas pessoas ainda não sabem muito bem o que eles são. Os CMSs (content management system), algo como sistemas de gerenciamento de conteúdo em português, são softwares que ficam hospedados em seu servidor e podem ser acessados pelo seu computador pessoal conectado a Internet. Estes gerenciadores servem para administrar o conteúdo do seu site, simplificando tarefas simples, como acrescentar ou editar uma página ou funcionalidade do site, como uma seção de notícias ou galeria de imagens. Depois que você acessa o sistema e salva as inclusões ou modificações em seu site, o conteúdo é publicado automaticamente na Web.

Quando você não utiliza um CMS, precisa de um programa de edição WYSIWYG para editar o seu HTML ou então de um programa como o Notepad++ para editar o código na unha, se for um usuário mais avançado. Além disso, quando precisar fazer uma alteração em todas as páginas do site, precisará alterar uma por uma ou, na melhor das hipóteses, utilizar algum comando (uma macro ou action) que altere todas ao mesmo tempo no programa que está utilizando para editar seu website. Depois disso, ainda precisará fazer o upload de todos os arquivos alterados, tornando todo o processo muito mais trabalhoso. Se você utilizar um CMS, nada disso será necessário e o processo ficará bem mais dinâmico, pois todas as alterações são feitas online e entram em funcionamento automaticamente, depois de efetuadas. A maioria desses sistemas utiliza templates (ou temas) customizáveis que serão a parte visual do seu site. Dessa forma, você tem um template para cada seção específica e também templates para blocos do site, como o menu de navegação, o rodapé e o cabeçalho. Então, se precisar colocar alguma informação no rodapé do seu site, em todas as páginas ao mesmo tempo, basta alterar um único arquivo e voilá, todas as centenas de páginas do seu site serão alteradas ao mesmo tempo.

Normalmente os sistemas que indico no 11pixels constroem as páginas dinamicamente quando acessados por um visitante, através do uso da linguagem de programação PHP e do banco de dados MySQL. Esta combinação de tecnologia é a mais difundida atualmente, mas também existem sistemas que trabalham com outras linguagens como o Perl ou o Python. Além disso, existem sistemas que funcionam com conteúdo estático no servidor, páginas que não são construídas dinamicamente cada vez que são acessadas, mas sim uma única vez, quando o administrador do site cadastra um novo conteúdo, gerando páginas estáticas com terminação HTML ou PHP. Normalmente quem defende esta abordagem tem o bom argumento de que desta forma o processador do servidor onde está hospedado o website não fica sobrecarregado, pois não precisa trabalhar com ações como acessos ao banco de dados e processamento PHP cada vez que a página é acessada. Mas para contornar este problema das páginas dinâmicas (que pode até causar o bloqueio da sua conta pelo seu administrador se o seu CMS não for bem otimizado) existem plugins que criam páginas estáticas e caches do conteúdo do seu site no servidor, diminuindo assim o poder de processamento. Em defesa das páginas dinâmicas também está a agilidade para atualizar seu website, que não precisa ser completamente reconstruído cada vez que é feita uma atualização estrutural.

Além de utilizar mais os sistemas dinâmicos baseados em PHP/MySQL, tenho uma preferência pelos sistemas de código aberto e gratuitos (que são duas coisas diferentes). Acredito no software livre e não tenho grana para investir em um sistema robusto, que pode ser muito caro. Gosto também da maneira colaborativa como os problemas são resolvidos e os sistemas aperfeiçoados nas comunidades de código aberto. Não concordo com a idéia de sistemas pagos e proprietários, mas acho que cada um tem a liberdade para acreditar no que quiser e trabalhar da forma como melhor lhe convêm. E sei que existem ótimos sistemas pagos no mercado, com ótimos profissionais trabalhando em torno deles para torná-los sistemas de ponta. Um bom exemplo é o Expression Engine, que também oferece uma opção grátis com menos funcionalidades que a versão paga. A vantagem de um sistema pago é que você geralmente tem direito a suporte técnico e não precisa ficar fuçando os fóruns de discussão para encontrar as respostas para sua dúvida. Se você tem pouco tempo e algum dinheiro para desembolsar, pode ser uma boa opção.

Listo abaixo os 11 CMSs que considero os mais importantes atualmente, a maioria de código aberto e rodando em ambiente LAMP (Linux, Apache, MySQL e PHP). São sistemas variados e muito diferentes entre si, alguns próprios para sites pequenos, outros originalmente desenvolvidos para blogs e alguns potentes o suficiente para administrar mega-portais. Nos próximos posts, vou falar sobre cada um desses sistemas. Minha experiência com cada um deles, seus prós e contras.

CMS Made Simple
Drupal
WordPress
Textpattern
sNews
Typo3
Typolight
Joomla
SilverStripe
ExpressionEngine
Movable Type

Domínio “.com.br” liberado para pessoa física

Finalmente o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), órgão criado pelo governo em 2003 para coordenar e integrar todas as iniciativas de serviços Internet no país, decidiu liberar o registro de domínios “.com.br” para pessoas físicas, bastando a utilização do CPF. É uma mudança muito aguardada para todos que trabalham com web e para os internautas brasileiros em geral. Até ontem, só empresas com CNPJ podiam registrar os domínios “.com.br”, que é a terminação mais procurada e difundida na web, não apenas por estabelecimentos comerciais, como sugere a terminação, mas também por pessoas físicas ou projetos sem fins comerciais. Devido a esse empecilho, muitos optavam por registrar um domínio internacional “.com”, já que lá fora essa burocracia nunca existiu. Dessa forma são as empresas estrangeiras que lucram e esses sites deixam de constar na relação de domínios brasileiros, fazendo com que os números não representam a proporção real de site brasileiros. É bem provável que essa liberação incentive uma corrida ao registro de domínios nos próximos dias. Por isso, se você ainda não havia registrado seu domínio por não ter uma empresa, melhor reservar o seu através de uma visita ao Registro.br.

Para registrar seu domínio, além do seu endereço completo e do CPF, precisa também de um host para hospedá-lo. Se você não deseja fazer o seu website agora, mas apenas garantir seu domínio antes que um espertinho pegue, existem algumas alternativas. Uma delas é contratar uma “reserva de domínio” que muitas empresas de hospedagem oferecem, por valores médios de R$50,00 anuais. Mas se você não quiser desembolsar nada além da anuidade do registro.br, que é de R$30,00, basta utilizar um ótimo serviço grátis chamado DNS Park. Lá você se cadastra e gera os DNSs necessários para registrar seu domínio. Tem ainda a opção de redirecionar o seu site para seu blog hospedado no Blogspot ou no WordPress, por exemplo. Assim você tem o seu site, com domínio personalizado, pagando apenas R$30,00 ao ano, não é uma maravilha?

Logomarcas parecidas

Está cada vez mais difícil criar logomarcas originais. Outro dia me deparei com a logomarca do Portal Nacional de Tecnologia Assistiva, que me lembrou muito a logomarca do Ubuntu, uma distribuição do Linux. Mas as coincidências não param por aí e lembrei de outras logomarcas “inspiradas” por esta idéia de pessoas conectadas, de sinergia, como por exemplo, a logomarca da empresa FastCompany e do site da Cultura em Rede. Por último, mas um pouco menos óbvia é a logomarca do CMS Joomla! Todas estas logomarcas invocam a idéia de união entre pessoas, de comunidades, talvez de raças diferentes, mas unidas em torno de idéias em comum. Assim como em outros casos de logomarcas parecidas, não dá pra culpar uma de ter sido copiado da outra já que a idéia não é muito nova e é até mesmo óbvia, como naquelas logomarcas de oficinas mecânicas, que utilizam o desenho de um carro formando as letras da marca. Não estou dizendo que isto possa invalidar o poder das marcas, mas pode sim enfraquecer a originalidade das mesmas.

Mesmo não sendo especialista no assunto, acho que vale dar uma olhada em cada uma dessas marcas para ver qual delas teve mais sucesso na utilização da idéia de pessoas unidas. No caso da logomarca do Ubuntu, o próprio nome do produto ajuda a reforçar a idéia de união, já que deriva de um conceito sul-africano que significa algo como “sou o que sou pelo que nós somos”. Além disso, a logomarca é mais estilizada e a utilização de cores é mais sóbria. No caso da FastCompany, percebemos que é a única em que as cabeças das pessoas estão inclinadas para dentro do círculo, o que reforça a idéia de reunião. Para reforçar este conceito, o slogan da empresa é “Join de Business conversation”. As logomarcas do site Cultura em Rede e do Portal Nacional de Tecnologia Assistiva não são tão trabalhadas e a primeira comete o erro, na minha opinião, de converter uma das cabeças na letra “C” de Cultura, caindo em uma solução um pouco simplista de aproveitamento forçado de uma imagem para formar uma letra. A mesma história do carrinho na logomarca da oficina mecânica. Por último, temos a logomarca do CMS Joomla! (a exclamação faz parte do nome), que é levemente diferente. Aqui vemos as pessoas com os braços entrelaçados, reforçando ainda mais a idéia de união. Assim como o Ubuntu, o nome aqui também tem um significado pertinente. No idioma banto suaíli, joomla significa “todos juntos” ou “como um todo”.

É importante lembrar que estou fazendo aqui apenas uma análise diletante das logomarcas, não dos projetos aos quais pertencem. E alguns desses projetos são de extremo valor, como o sistema operacional Ubuntu, o CMS Open source Joomla!, ou então o Portal Nacional de Tecnologia Assistiva, que trabalha para a inclusão de pessoas com deficiência.

Rápidas no reino dos Blogs e CMSs

logo-wordpressDepois de dois atrasos no lançamento do WordPress 2.5, que estava novamente previsto para ser lançado ontem, a Automattic finalmente disponibilizou o WordPress 2.5 RC (release candidate) no seu blog oficial. Como eu já havia conferido em uma versão baixada no Trac, e pessoalmente não gostei, o backend foi completamente redesenhado e o sistema conta com algumas melhorias que podem ser conferidas neste post.

logo-drupallogo-joomlaO Drupal e o Joomla são considerados os dois principais CMSs open source do momento e a comunidade de ambos vive trocando farpas. O site All Drupal Themes publicou os resultados da comparação de desempenho entre as últimas versões de cada um (Joomla 1.5 & Drupal 6.1). Parece que o Drupal ganhou disparado, vale a pena conferir.

logo-movabletypeE falando em farpas, o pessoal da Movable Type e do WordPress estão se pegando nos últimos dias. Tudo começou com um post publicado no blog da Movable Type com o título “Movable Type: A WordPress 2.5 Upgrade Guide” onde o autor sugeria a mudança para o sistema MT ao invés de fazer upgrade para a nova versão do WP, que parece não ter agradado a todos. O pessoal da Moveble Type, que se converteu para open source há 9 meses atrás (too late) resolveu jogar pesado e acabou despertando a indignação dos desenvolvedores do WP. Matt Mullenweg, um dos desenvolvedores fundadores do WordPress, respondeu muito bem a provocação.

logo-textpatternE para quem busca outras opções de Blog/CMS, vale a pela conferir o Textpattern, que apesar de ter uma comunidade bem menor e ser um sistema pouco atualizado, é muito prático e eficiente para quem procura por uma solução simples e sem muitas frescuras, que possa ser utilizada tanto como ferramenta de blog, como também CMS out of the box. A última versão do sistema, lançada dia 3 de fevereiro, é a 4.0.6

Modernista! is not for everyone

logo modernistaQuando você clicar no link da Modernista! vai achar que ocorreu algum bug no carregamento da página, mas então surge uma mensagem bem ao lado do pequeno menu vermelho, na parte superior esquerda do monitor: “Don’t be alarmed. You are on the new Modernista! site. Feel free to browse using the menu to the left. Have fun!” Passando o mouse por “wrk” você tem acesso ao portfolio da agência separado em 3 categorias: print, TV e web que utilizam respectivamente o Flickr, o YouTube e o del.icio.us para apresentar os trabalhos da agência. Quando você visita o site digitando o endereço diretamente no navegador a Wikipedia também é utilizada, mostrando o artigo que fala sobre a Modernista!

Sim, é um conceito pioneiro de navegação e utilização de recursos. Afinal, para que pagar por um servidor potente para hospedar suas imagens e principalmente seus vídeos, se estes serviços já existem gratuitamente na rede? E o melhor, cada um deles é visitado e utilizado por uma comunidade especializada e ávida por novidades, que utilizam suas respectivas ferramentas de busca quando querem encontrar algo. Assim, a agência multiplica as possibilidades de ser encontrada e de divulgar o seu trabalho através destas ferramentas, que já são marcas conhecidas e consagradas. Mas também é uma abordagem ousada e pode até espantar clientes menos descolados, mas como a própria agência deixa claro no ab.ou.t: Modernista! não é para todos!

Os dissidentes contra-atacam

china-internet.gifÉ claro para mim que a Internet será um canal fortíssimo para fortalecimento do poder dos cidadãos chineses a médio prazo. É impossível nos dias de hoje uma economia com a potência e o crescimento exponencial da China ainda tentar manter as rédeas sobre a rede. Tentam, mas não conseguem, pois a profusão de serviços oferecidos aos “dissidentes” do regime permite a estes “rebeldes” chineses consumir e produzir o mesmo tipo de conteúdo produzido em outras partes do supostamente mundo democrático. Trocar idéias, escrever e ler textos proibidos. Não dá mais pra esconder o resto do mundo dos chineses.

Atualmente cerca de 14% da população chinesa utiliza a Internet, por isso não podemos criar ilusões a respeito da “munição” que a rede pode suprir na discussão pela falta de liberdade de expressão e outros problemas do sistema hibrido que se tornou a China, onde a produção de capital depende do controle do indivíduo (sim, isso também ocorre nos mesmos paises que atacam e criticam a China). Mas também é verdade que estes 14% vivem nos grandes centros, nas áreas metropolitanas e por isso tem mais condições de ecoar as suas vozes, mesmo que internacionalmente, como no caso do novo processo contra o Yahoo, o segundo, alavancado por uma jurisprudência e um acordo milionário fora dos tribunais que provavelmente farão o Yahoo se arrepender.

Então nós chegamos a outro detalhe importante da transformação chinesa. As mesmas grandes empresas que defendem a disseminação de informação, liberdade de expressão e a privacidade dos seus usuários/clientes, pratica diametralmente o oposto na China com o argumento de que precisa respeitar as políticas diferentes de cada país. Ora, nós sabemos muito bem que na verdade o que interessa são os lucros do Yahoo e de outras marcas fortes da Internet, que interessadas no crescente mercado chinês, resolveram não ficar de fora e descaradamente deram o aval ao Sr. Jintao, que apesar de tentar parecer um liberal, é visto atualmente como um linha-dura no que diz respeito à censura da mídia chinesa e outras políticas reformistas.

Mas, acredito que a médio prazo a sede por mudanças e esse novo recurso dos chineses de brigar nos tribunais internacionais, onde ficam as matrizes dessas mesmas campainhas que poderiam ser os instrumentos para as tão desejadas reformas na China, farão toda a diferença. Mais do que o prejuízo com encargos legais e as indenizações, as grandes marcas da web não desejam arranhões na sua reputação.

Lost.S04E02.HDTV.XviD-XOR

p2pAgora o Google está indexando a web quase em tempo real e é interessante ver o número de resultados aumentando rapidamente quando você digita um termo de busca recentemente “criado”. Por exemplo, o último capítulo do seriado americano Lost passou nos EUA ontem à noite. Os fãs ao redor do mundo, ávidos para assistir, vasculhavam a Internet atrás deste capítulo. E uma das formas mais rápidas para o seriado chegar aos espectadores é através do protocolo de compartilhamento de arquivos conhecido como BitTorrent.

Algumas pessoas copiam estes vídeos da TV para arquivos digitais no computador. O título deste post reflete o nome que é dado ao arquivo de vídeo de um seriado assim que ele é disponibilizado na Internet. Em primeiro lugar vem o nome do seriado, neste caso o Lost; depois a temporada (season) e o número do episódio, que é o S04E02 (quarta temporada, segundo episódio); a seguir temos a sigla HDTV, de TV de alta definição (high-definition television); XviD é o tipo de codec utilizado neste vídeo; por último temos a sigla XOR, que é o grupo de pessoas responsável por passar este filme para a Internet. Assinando os arquivos, os grupos criam certa credibilidade junto aos fãs da série, que procuram pela distribuição com sua assinatura. As siglas são necessárias para que os indivíduos por trás das distribuições mantenham suas privacidades e protejam-se de possíveis problemas legais, já que o que eles fazem é considerado pirataria.

Ontem à noite, em torno das 23 horas, logo após o seriado passar nas TVs estadunidenses, resolvi me juntar aos usuários ávidos pela série e comecei a vasculhar a rede atrás do episódio. Quando fiz a busca por Lost.S04E02.HDTV.XviD-XOR, havia apenas 3 resultados disponíveis e eram de sites duvidosos. Clicando nos links pude constatar que eram falsos, não era nenhum torrent original. Depois de 10 minutos eu tentei mais uma busca, lá estavam 5 resultados, ainda sem nenhum original. Então tive a idéia de criar um post com este título em um blog que tenho no Blogger para ver quanto tempo demorava para que ele indexasse no Google. Peguei a sinopse do capítulo na Wikipedia e criei o post, que apenas 8 minutos depois já constava nos resultados de busca e hoje durante o dia tive mais de 200 visitantes procurando por este item específico em meu blog.

Como a experiência mostrou, parece que a indexação está realmente mais rápida. Lembro que há algum tempo atrás poderia levar mais de uma semana para que um conteúdo recém publicado na Internet aparecesse nas ferramentas de busca, ou então aparecia mais rápido apenas para os sites com alto page rank (este blog que utilizei para a experiência tem page rank 2, muito baixo). Com a velocidade atual o Google torna-se ainda mais atraente para a pesquisa de informações imediatas, chegando a competir com sites de notícias ou mesmo com sites como o Digg, que depende dos usuários para construir seu conteúdo. Ferramentas de busca como o Google e protocolos de compartilhamento de arquivos como o BitTorrent exploram o poder dos usuários e mostram que a Internet não seria nada se não fôssemos nós, atrás de nossos teclados, ao redor do mundo, procurando e disponibilizando informações.

Carnaval no Google

Carnaval no GoogleParece que até o Google Brasil foi contaminado pelo carnaval, como mostra a logomarca aí ao lado, que aparece na página de entrada do site. Pelo pouco que entendo dessa festa, provavelmente é um mestre-sala e uma porta-bandeiras. E quando você clica na logomarca, vai direto para os resultados da procura pela palavra “carnaval”. Procurando um pouco mais sobre a autoria da logomarca, fui parar em uma notícia da Softpedia com os seguintes comentários:

Lindas mulheres, dançando quase nuas sob a luz do luar, o que mais pode querer um homem normal em suas férias? Se ele está sozinho, é claro, e com isso eu quero dizer “sem a sua esposa”, porque você nunca ficará sozinho no Brasil, especialmente durante o carnaval. Música alta, uma continua sensação de surrealismo e não vamos esquecer as belas mulheres, tudo isso fazem desse país latino-americano um lugar perfeito para relaxar após um longo ano (a tradução é minha, leia o texto completo neste link).

Para completar, além da logomarca do Google com essa tentativa de caracterização, uma mulher semi nua ilustra o texto. Acho que é perda de tempo entrar naquela longa discussão sobre as origens e importâncias da festa para a nossa tradição. Também não quero ser taxado de chato e conservador por não gostar do carnaval. Mas, comentários como esses mostram a visão de turismo sexual que os estrangeiros têm do nosso país. Resultado do esforço que é feito para divulgar a festa lá fora e para transformar o Brasil no país do carnaval e do futebol.

Microsoft compra Yahoo?

Microsoft compra Yahoo?Na sexta-feira passada, enquanto eu passava os olhos pelo meu leitor de feeds, conferindo as notícias do dia, uma delas me chamou a atenção, era uma notícia do IDG Now que dizia “Microsoft faz oferta para comprar Yahoo”. Não dei muita atenção naquele momento, e tratei de confirmar que estávamos longe do dia 1º de abril. Esquecido o fato, no meio da tarde um amigo me envia um e-mail com o engraçado título “Bill Portões X Gugol” e com a matéria na íntegra publicada no Estadão. Bem, a coisa era séria mesmo, não mais uma piada de mau gosto. Na noite de domingo, novamente nos meus feeds, tenho mais uma surpresa. No blog oficial do Google, o vice-presidente para o Desenvolvimento Corporativo e conselheiro jurídico da empresa, David Drummond, publicou um post com duras críticas contra a voracidade da Microsoft. Apesar dos números mostrarem que o Google não precisa ter muito a temer da possível compra, em termos de números de buscas, Drummond chamou a oferta da empresa de manobra hostil, acusou a Microsoft de monopólio na área dos softwares e disse que a empresa pretende exercer o mesmo tipo de influência ilegal e inapropriada na área da Internet.

microflickrEnquanto isso, os usuários do Flickr, uma das mais combativas comunidades da Internet, que já entraram em atrito e brigaram com oYahoo quando a empresa tentou exercer censura na comunidade, abominam a idéia da possível compra e iniciaram seus protestos na forma de imagens publicadas na comunidade. Em alguns novos grupos, como no sugestivo “Microsoft: Keep your evil grubby hands off of our Flickr”, algo como: Microsoft: Mantenha suas mãos sujas longe do nosso Flickr, os usuários podem enviar sua colaboração na forma de imagens manipuladas para mostrar o seu descontentamento, como na logo do Microflickr acima, ou então em uma outra que acabou ilustrando uma matéria do blog de tecnologia do The New York Times e mostra um túmulo com a marca Yahoo na lápide com um lindo gramado verde e um céu azul ao fundo, a pretendida felicidade fabricada em um dos conhecidos papéis de parede do Windows XP.

A Microsoft ofereceu US$ 31 (R$ 54,1) por cada ação, em um total de US$ 44,6 bilhões (R$ 78 bilhões). Esta oferta é 62% superior à última avaliação feita das ações do Yahoo, que seria de US$ 19,18 (R$ 33,5) por unidade. Até o momento ainda não houve resposta do Yahoo, mas a empresa informou em sua página que está analisando a oferta do Mr. Portões e Cia. O próximo passo será batizar a nova empresa. As apostas estão entre Microhoo e Yasoft.