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Rápidas no reino dos Blogs e CMSs

logo-wordpressDepois de dois atrasos no lançamento do WordPress 2.5, que estava novamente previsto para ser lançado ontem, a Automattic finalmente disponibilizou o WordPress 2.5 RC (release candidate) no seu blog oficial. Como eu já havia conferido em uma versão baixada no Trac, e pessoalmente não gostei, o backend foi completamente redesenhado e o sistema conta com algumas melhorias que podem ser conferidas neste post.

logo-drupallogo-joomlaO Drupal e o Joomla são considerados os dois principais CMSs open source do momento e a comunidade de ambos vive trocando farpas. O site All Drupal Themes publicou os resultados da comparação de desempenho entre as últimas versões de cada um (Joomla 1.5 & Drupal 6.1). Parece que o Drupal ganhou disparado, vale a pena conferir.

logo-movabletypeE falando em farpas, o pessoal da Movable Type e do WordPress estão se pegando nos últimos dias. Tudo começou com um post publicado no blog da Movable Type com o título “Movable Type: A WordPress 2.5 Upgrade Guide” onde o autor sugeria a mudança para o sistema MT ao invés de fazer upgrade para a nova versão do WP, que parece não ter agradado a todos. O pessoal da Moveble Type, que se converteu para open source há 9 meses atrás (too late) resolveu jogar pesado e acabou despertando a indignação dos desenvolvedores do WP. Matt Mullenweg, um dos desenvolvedores fundadores do WordPress, respondeu muito bem a provocação.

logo-textpatternE para quem busca outras opções de Blog/CMS, vale a pela conferir o Textpattern, que apesar de ter uma comunidade bem menor e ser um sistema pouco atualizado, é muito prático e eficiente para quem procura por uma solução simples e sem muitas frescuras, que possa ser utilizada tanto como ferramenta de blog, como também CMS out of the box. A última versão do sistema, lançada dia 3 de fevereiro, é a 4.0.6

Modernista! is not for everyone

logo modernistaQuando você clicar no link da Modernista! vai achar que ocorreu algum bug no carregamento da página, mas então surge uma mensagem bem ao lado do pequeno menu vermelho, na parte superior esquerda do monitor: “Don’t be alarmed. You are on the new Modernista! site. Feel free to browse using the menu to the left. Have fun!” Passando o mouse por “wrk” você tem acesso ao portfolio da agência separado em 3 categorias: print, TV e web que utilizam respectivamente o Flickr, o YouTube e o del.icio.us para apresentar os trabalhos da agência. Quando você visita o site digitando o endereço diretamente no navegador a Wikipedia também é utilizada, mostrando o artigo que fala sobre a Modernista!

Sim, é um conceito pioneiro de navegação e utilização de recursos. Afinal, para que pagar por um servidor potente para hospedar suas imagens e principalmente seus vídeos, se estes serviços já existem gratuitamente na rede? E o melhor, cada um deles é visitado e utilizado por uma comunidade especializada e ávida por novidades, que utilizam suas respectivas ferramentas de busca quando querem encontrar algo. Assim, a agência multiplica as possibilidades de ser encontrada e de divulgar o seu trabalho através destas ferramentas, que já são marcas conhecidas e consagradas. Mas também é uma abordagem ousada e pode até espantar clientes menos descolados, mas como a própria agência deixa claro no ab.ou.t: Modernista! não é para todos!

Os dissidentes contra-atacam

china-internet.gifÉ claro para mim que a Internet será um canal fortíssimo para fortalecimento do poder dos cidadãos chineses a médio prazo. É impossível nos dias de hoje uma economia com a potência e o crescimento exponencial da China ainda tentar manter as rédeas sobre a rede. Tentam, mas não conseguem, pois a profusão de serviços oferecidos aos “dissidentes” do regime permite a estes “rebeldes” chineses consumir e produzir o mesmo tipo de conteúdo produzido em outras partes do supostamente mundo democrático. Trocar idéias, escrever e ler textos proibidos. Não dá mais pra esconder o resto do mundo dos chineses.

Atualmente cerca de 14% da população chinesa utiliza a Internet, por isso não podemos criar ilusões a respeito da “munição” que a rede pode suprir na discussão pela falta de liberdade de expressão e outros problemas do sistema hibrido que se tornou a China, onde a produção de capital depende do controle do indivíduo (sim, isso também ocorre nos mesmos paises que atacam e criticam a China). Mas também é verdade que estes 14% vivem nos grandes centros, nas áreas metropolitanas e por isso tem mais condições de ecoar as suas vozes, mesmo que internacionalmente, como no caso do novo processo contra o Yahoo, o segundo, alavancado por uma jurisprudência e um acordo milionário fora dos tribunais que provavelmente farão o Yahoo se arrepender.

Então nós chegamos a outro detalhe importante da transformação chinesa. As mesmas grandes empresas que defendem a disseminação de informação, liberdade de expressão e a privacidade dos seus usuários/clientes, pratica diametralmente o oposto na China com o argumento de que precisa respeitar as políticas diferentes de cada país. Ora, nós sabemos muito bem que na verdade o que interessa são os lucros do Yahoo e de outras marcas fortes da Internet, que interessadas no crescente mercado chinês, resolveram não ficar de fora e descaradamente deram o aval ao Sr. Jintao, que apesar de tentar parecer um liberal, é visto atualmente como um linha-dura no que diz respeito à censura da mídia chinesa e outras políticas reformistas.

Mas, acredito que a médio prazo a sede por mudanças e esse novo recurso dos chineses de brigar nos tribunais internacionais, onde ficam as matrizes dessas mesmas campainhas que poderiam ser os instrumentos para as tão desejadas reformas na China, farão toda a diferença. Mais do que o prejuízo com encargos legais e as indenizações, as grandes marcas da web não desejam arranhões na sua reputação.

Lost.S04E02.HDTV.XviD-XOR

p2pAgora o Google está indexando a web quase em tempo real e é interessante ver o número de resultados aumentando rapidamente quando você digita um termo de busca recentemente “criado”. Por exemplo, o último capítulo do seriado americano Lost passou nos EUA ontem à noite. Os fãs ao redor do mundo, ávidos para assistir, vasculhavam a Internet atrás deste capítulo. E uma das formas mais rápidas para o seriado chegar aos espectadores é através do protocolo de compartilhamento de arquivos conhecido como BitTorrent.

Algumas pessoas copiam estes vídeos da TV para arquivos digitais no computador. O título deste post reflete o nome que é dado ao arquivo de vídeo de um seriado assim que ele é disponibilizado na Internet. Em primeiro lugar vem o nome do seriado, neste caso o Lost; depois a temporada (season) e o número do episódio, que é o S04E02 (quarta temporada, segundo episódio); a seguir temos a sigla HDTV, de TV de alta definição (high-definition television); XviD é o tipo de codec utilizado neste vídeo; por último temos a sigla XOR, que é o grupo de pessoas responsável por passar este filme para a Internet. Assinando os arquivos, os grupos criam certa credibilidade junto aos fãs da série, que procuram pela distribuição com sua assinatura. As siglas são necessárias para que os indivíduos por trás das distribuições mantenham suas privacidades e protejam-se de possíveis problemas legais, já que o que eles fazem é considerado pirataria.

Ontem à noite, em torno das 23 horas, logo após o seriado passar nas TVs estadunidenses, resolvi me juntar aos usuários ávidos pela série e comecei a vasculhar a rede atrás do episódio. Quando fiz a busca por Lost.S04E02.HDTV.XviD-XOR, havia apenas 3 resultados disponíveis e eram de sites duvidosos. Clicando nos links pude constatar que eram falsos, não era nenhum torrent original. Depois de 10 minutos eu tentei mais uma busca, lá estavam 5 resultados, ainda sem nenhum original. Então tive a idéia de criar um post com este título em um blog que tenho no Blogger para ver quanto tempo demorava para que ele indexasse no Google. Peguei a sinopse do capítulo na Wikipedia e criei o post, que apenas 8 minutos depois já constava nos resultados de busca e hoje durante o dia tive mais de 200 visitantes procurando por este item específico em meu blog.

Como a experiência mostrou, parece que a indexação está realmente mais rápida. Lembro que há algum tempo atrás poderia levar mais de uma semana para que um conteúdo recém publicado na Internet aparecesse nas ferramentas de busca, ou então aparecia mais rápido apenas para os sites com alto page rank (este blog que utilizei para a experiência tem page rank 2, muito baixo). Com a velocidade atual o Google torna-se ainda mais atraente para a pesquisa de informações imediatas, chegando a competir com sites de notícias ou mesmo com sites como o Digg, que depende dos usuários para construir seu conteúdo. Ferramentas de busca como o Google e protocolos de compartilhamento de arquivos como o BitTorrent exploram o poder dos usuários e mostram que a Internet não seria nada se não fôssemos nós, atrás de nossos teclados, ao redor do mundo, procurando e disponibilizando informações.

Carnaval no Google

Carnaval no GoogleParece que até o Google Brasil foi contaminado pelo carnaval, como mostra a logomarca aí ao lado, que aparece na página de entrada do site. Pelo pouco que entendo dessa festa, provavelmente é um mestre-sala e uma porta-bandeiras. E quando você clica na logomarca, vai direto para os resultados da procura pela palavra “carnaval”. Procurando um pouco mais sobre a autoria da logomarca, fui parar em uma notícia da Softpedia com os seguintes comentários:

Lindas mulheres, dançando quase nuas sob a luz do luar, o que mais pode querer um homem normal em suas férias? Se ele está sozinho, é claro, e com isso eu quero dizer “sem a sua esposa”, porque você nunca ficará sozinho no Brasil, especialmente durante o carnaval. Música alta, uma continua sensação de surrealismo e não vamos esquecer as belas mulheres, tudo isso fazem desse país latino-americano um lugar perfeito para relaxar após um longo ano (a tradução é minha, leia o texto completo neste link).

Para completar, além da logomarca do Google com essa tentativa de caracterização, uma mulher semi nua ilustra o texto. Acho que é perda de tempo entrar naquela longa discussão sobre as origens e importâncias da festa para a nossa tradição. Também não quero ser taxado de chato e conservador por não gostar do carnaval. Mas, comentários como esses mostram a visão de turismo sexual que os estrangeiros têm do nosso país. Resultado do esforço que é feito para divulgar a festa lá fora e para transformar o Brasil no país do carnaval e do futebol.

Microsoft compra Yahoo?

Microsoft compra Yahoo?Na sexta-feira passada, enquanto eu passava os olhos pelo meu leitor de feeds, conferindo as notícias do dia, uma delas me chamou a atenção, era uma notícia do IDG Now que dizia “Microsoft faz oferta para comprar Yahoo”. Não dei muita atenção naquele momento, e tratei de confirmar que estávamos longe do dia 1º de abril. Esquecido o fato, no meio da tarde um amigo me envia um e-mail com o engraçado título “Bill Portões X Gugol” e com a matéria na íntegra publicada no Estadão. Bem, a coisa era séria mesmo, não mais uma piada de mau gosto. Na noite de domingo, novamente nos meus feeds, tenho mais uma surpresa. No blog oficial do Google, o vice-presidente para o Desenvolvimento Corporativo e conselheiro jurídico da empresa, David Drummond, publicou um post com duras críticas contra a voracidade da Microsoft. Apesar dos números mostrarem que o Google não precisa ter muito a temer da possível compra, em termos de números de buscas, Drummond chamou a oferta da empresa de manobra hostil, acusou a Microsoft de monopólio na área dos softwares e disse que a empresa pretende exercer o mesmo tipo de influência ilegal e inapropriada na área da Internet.

microflickrEnquanto isso, os usuários do Flickr, uma das mais combativas comunidades da Internet, que já entraram em atrito e brigaram com oYahoo quando a empresa tentou exercer censura na comunidade, abominam a idéia da possível compra e iniciaram seus protestos na forma de imagens publicadas na comunidade. Em alguns novos grupos, como no sugestivo “Microsoft: Keep your evil grubby hands off of our Flickr”, algo como: Microsoft: Mantenha suas mãos sujas longe do nosso Flickr, os usuários podem enviar sua colaboração na forma de imagens manipuladas para mostrar o seu descontentamento, como na logo do Microflickr acima, ou então em uma outra que acabou ilustrando uma matéria do blog de tecnologia do The New York Times e mostra um túmulo com a marca Yahoo na lápide com um lindo gramado verde e um céu azul ao fundo, a pretendida felicidade fabricada em um dos conhecidos papéis de parede do Windows XP.

A Microsoft ofereceu US$ 31 (R$ 54,1) por cada ação, em um total de US$ 44,6 bilhões (R$ 78 bilhões). Esta oferta é 62% superior à última avaliação feita das ações do Yahoo, que seria de US$ 19,18 (R$ 33,5) por unidade. Até o momento ainda não houve resposta do Yahoo, mas a empresa informou em sua página que está analisando a oferta do Mr. Portões e Cia. O próximo passo será batizar a nova empresa. As apostas estão entre Microhoo e Yasoft.

Códigos de barra e códigos de matriz

QR CodeLembro lá nos anos 90, quando apareceram finalmente aqui pelo Brasil os códigos de barras. No início era um luxo para algumas grandes marcas e depois se tornou obrigatório a sua adoção por todas as empresas. E facilitou muito a vida dos caixas, que antes precisavam digitar o valor de cada mercadoria. A utilização efetiva do sistema começou nos EUA às 8:01 a.m. de 26 de junho de 1974, com um cliente que comprou um pacote com 10 chicletes Wrigley. Esta embalagem ficou famosa e hoje está exposta no Museu Nacional da História Americana do Instituto Smithsonian. Atualmente, mesmo no Brasil, qualquer “vendinha” utiliza o código de barras dos produtos para poder registrar e somar o total das compras.

O sistema foi sendo aperfeiçoado e surgiram os códigos de matriz, que podem armazenar mais informações e até mesmo textos. Entre eles, o mais difundido atualmente é o QR Code, um sistema criado pela empresa japonesa Denso-Wave em 1994. O sistema foi inicialmente criado para rastrear os componentes de veículos em linhas de fabricações de automóveis, mas atualmente são utilizados de forma bem mais ampla. Por exemplo, muitas propagandas impressas em revistas vêm acompanhadas de um pequeno QR Code com o endereço do site do anunciante. O leitor, armado com um celular com câmera fotográfica (o que não é muito difícil hoje em dia) pode fotografar a imagem do QR Code impressa e o celular, equipado com um software específico, que pode ser baixado na web neste endereço, interpreta o código automaticamente e visita o website da empresa anunciante. Este é apenas um dos usos do sistema, que é considerado uma interface entre o mundo físico e o digital. O código pode guardar vários tipos de informações, desde o preço das mercadorias, que é o uso mais comum, até endereços de sites, e-mails, telefones e mesmo trechos de texto. Por exemplo, o último cachecolparágrafo deste post é representado pelo QR Code ali acima, à esquerda. Se você tiver um celular correto poderá transferir o texto acima automaticamente para ele, já em forma de caracteres e editáveis. Para fazer esta conversão, utilizei o QR-Code Generator.

E o uso não para por aí. A “beleza” visual do caiu no gosto dos geeks e já existem até cachecóis tricotados que mostram QR Codes junto com os monstrinhos do Space Invaders. Uma colaboração entre os designers e pixel-tricotadores de roupas da Office Lendorff e os entusiastas de celulares da suíça Kaywa.

Rede interna

falanteNão sou um purista em termos de utilização do português, por isso uso repetidamente termos como web design, web development, website e várias outros tecnoneologismos que a Internet exige. No entanto tenho utilizado por vezes termos aportuguesados ou traduzidos do jargão ligado ao meu trabalho. Às vezes uso sítio digital para website, ou simplesmente sítio, principalmente em meus trabalhos acadêmicos, na área da literatura, ao qual também pertenço. Troco e-mail por mensagem eletrônica ou email sem o hífen. Já vi algumas pessoas escolhendo o nome próprio Emílio para designar o e-mail, ou então a palavra imail. Os franceses, que fazem questão de traduzir todos os termos de Internet e informática, chamam o e-mail de courrier électronique e traduzem e adaptam muitos outros termos, como réseau informatique para network.

Mesmo dominando a língua inglesa, e talvez por isso mesmo, me soa artificial continuar utilizando alguns termos importados. Mas a solução do aportuguesamento às vezes pode soar ainda mais estranha, como no exemplo do e-mail acima, pois deixa para trás o significado original que o termo pode trazer. Outro exemplo: a troca de blog por blogue. No original, blog é uma palavra-valise (uma palavra ou morfema que faz a fusão de duas ou mais palavras) de web log, algo como “registro da rede”, um site onde o autor registra em ordem cronológica os seus passeios pela rede mundial de computadores (World Wide Web, com iniciais maiúsculas). Nesse caso não há o que inventar e o melhor é utilizar o termo original mesmo.

Meu posicionamento pode parecer às vezes duvidoso, e como já falei no início dessa postagem (post), costumo utilizar tanto a forma original do termo, como outra forma já difundida do mesmo em português ou alguma improvisação de momento. Outro dia li em um artigo do Diplomatique Brasil que mesmo os franceses ferrenhos protetores de sua língua, vêem-se cada vez mais encurralados pela língua mundial e são obrigados a falar o inglês, em seu próprio país, quando trabalham em multinacionais de língua inglesa.

Bem, mas o negócio é se adaptar a cada ocasião, não dá pra ser chato demais e ficar traduzindo tudo, mas ao mesmo tempo nada impede de brincar com as palavras e criar seu próprio dicionário de termos. Essa (ainda) é a vantagem de sermos humanos e não autômatos, somos diferentes e cada um tem seu léxico pessoal, uma mistura de experiências, crenças e sentimentos. Mas isso já é assunto para outro post.

Vídeos Inteligentes

Big Think“Há espaço para conteúdo inteligente na Internet?” Essa é a pergunta feita em um post do blog do projeto BigThink, um novo site de vídeos com enfoque nas discussões intelectuais da atualidade. Criado por Peter Thiel, investidor do Facebook, e por Larry Summers, presidente da Universidade de Harvard, o projeto foi ao ar na última segunda-feira, dia 7, e trata de assuntos variados, desde arte e religião, até terrorismo e vegetarianismo.

Chamado por alguns de “YouTube Intelectual”, o BigThink hospeda no momento em torno de 2.000 entrevistas com 85 convidados selecionados pelo site, entre eles o senador estadunidense Ted Kennedy, o escritor Kurt Andersen, o fundador da gravadora Virgin e até mesmo com Jimmy Wales, criador da Wikipedia. Nestes vídeos os convidados respondem perguntas sobre temas variados, dependendo da especialidade de cada um. As respostas duram de três a cinco minutos e a qualidade dos vídeos é razoavelmente boa. Estas entrevistas curtas são apenas um dos recursos iniciais do site e pretendem estimular a interatividade dos usuários, que podem se cadastrar para comentar, responder os vídeos ou mesmo levantar novas idéias para discussão.

Este é mais um projeto que pode dar muito certo, ou afundar rapidamente. No meio de tanta porcaria transbordando na Internet, pode ser uma boa jogada. Além disso, um recente artigo publicado pelo NY Times mostrou que o intervalo do almoço é um filão importantíssimo, pois muitas pessoas preferem fazer seu lanche em frente ao computador e aproveitam esse horário para assistir vídeos curtos. Este pode ser um dos públicos alvos do BigThink.

Google versus Wikipedia

Nos últimos tempos a supremacia do Google vem sendo ameaçada pela Wikipedia, que depois do próprio Google, é um dos sites mais visitados do mundo. A convivência parecia pacífica até bem pouco tempo atrás, até mesmo porque os dois recursos serviam para fins bem distintos. Enquanto o Google é mais conhecido como o principal motor de busca da atualidade, a Wikipedia é uma enciclopédia livre construída pelos próprios visitantes do site. No entanto, em dezembro de 2006 o fundador da Wikipedia, Jimmy Wales, anunciou um novo projeto para se somar aos vários da Wikimedia Foundation, que hoje conta com a própria Wikipedia, com mais de 9 milhões de artigos em 253 línguas; o Wiktionary, um dicionário aberto; o Wikinews, para notícias; o Wikibooks, com livros e manuais grátis; o Wikiquote, uma coleção de citações e outros projetos que podem ser conferidos no site da fundação.

Logo WikiaA Search Wikia é a nova cartada de Wales. Lançada oficialmente ontem (versão alfa), o sistema é definido pelos seus criadores como uma ferramenta de busca open-source, que rivaliza com as tradicionais e ultrapassadas ferramentas de busca proprietárias como o Google. O novo modelo proposto por Wale, assim como todos os projetos da Wikipedia, baseia-se em resultados cadastrados e administrados pelos próprios usuários. Na verdade, este modelo não é tão inédito assim. Iniciativas como o Open Directory Project, também conhecido como Dmoz (de directory.mozilla.org, seu domínio original), criado em 1998, já trabalhavam com conceitos parecidos.

O troco do Google chama-se Knol, uma ferramenta planejada pelo Google para abrigar artigos de assuntos e áreas diversas gerados pelos usuários. A diferença marcante em relação à Wikipedia é que os autores dos artigos serão especialistas em assuntos diversos, convidados pelo Google, portanto, o conteúdo do Knol não poderá ser editado por qualquer um. Alguns vêem esta dramática diferença de forma positiva, já que o conteúdo da Wikipedia levanta várias critícas relacionadas à qualidade e à manipulação das informações. Mas o conteúdo do Knol não será completamente fechado, já que os visitantes do sistema poderão fazer seus comentários e sugestões, podendo ou não ser aceitos pelo grupo de editores selecionado. Anunciado em dezembro de 2007, o sistema ainda não tem data prevista para começar a funcionar, mas com o lançamento da Search Wiki, é bem possível que as máquinas do Google estejam a todo vapor para lançar a resposta o quanto antes.

Parece que a batalha dos gigantes está apenas começando e quem mais ganha com isso é o usuário, que cada vez mais tem o poder em suas mãos nesta nova web que muda rapidamente e que recebe vários rótulos falhos para defini-la.